Registrando uma Injustiça…

Quando alguém comete uma injustiça, você, sabendo e podendo, deve dizer, enquanto há tempo… É o que eu farei aqui.

O título desta nota, que não chega a ser um real artigo de blog, já explica por que estou escrevendo o que pretendo deixar registrado, como convicção minha.

Tenho guardado isso comigo há muito tempo. Mas ele e eu já temos mais de oitenta anos e uma hora dessas um de nós se vai – ou até mesmo os dois – sem que a injustiça seja registrada, por quem foi vítima, por razões óbvias, e por quem, talvez, seja o único a reunir o conhecimento e a coragem para revelá-la.

Em 28.10.2010 fui admitido, por jurisdição, como membro da Catedral Evangélica de São Paulo (a Primeira Igreja Presbiteriana Independente da Capital). Foi, para mim, e para minha mulher, que também foi admitida como membro na ocasião, uma decisão importante. Por quarenta anos, desde que eu havia me formado em Teologia pelo Pittsburgh Theological Seminary, em Maio de 1972, e havia me recusado a pleitear a ordenação ao ministério na United Presbyterian Church of the USA, eu estava fora da Igreja institucional – na verdade, de qualquer igreja. Foi meu período de exílio no deserto. A Catedral foi minha Canaã.

Naquele ano de 2010 encerrara o seu longo ministério (37 anos, o mais longo que já houve na Catedral), o de todos querido Rev. Abival Pires da Silveira (falecido, desde então). O Conselho da Igreja, reunido, resolveu escolher, para sucedê-lo, um de seus pastores auxiliares, o Rev. Valdinei Aparecido Ferreira.

Nada tenho contra o Rev. Valdinei, que foi, além de meu pastor, durante o período em que permaneci membro da Catedral, até 14.3.2021, e principalmente durante o período em que fomos colegas, como professores da Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, a FATIPI, em São Paulo, um grande amigo. Espero que o que vou dizer aqui não seja causa de rompimento dessa amizade. Não deveria ser, a meu ver.

A injustiça a que me refiro é a seguinte.

O Rev. Valdinei era pastor auxiliar na Catedral há algum tempo, não sei quantos anos. Mas o pastor auxiliar que havia acompanhado o Rev. Abival durante quase todo o ministério dele na Catedral foi outro, o Rev. Elizeu Rodrigues Cremm, que, pelo que me consta, foi pastor auxiliar do Rev. Abival durante 34 dos 37 anos em que o Rev. Abival ficou à frente da Catedral. Em 2010 o Rev. Elizeu tinha, ou ia fazer, 68 anos (nasceu em 18 de Junho de 1942). Virtualmente todo mundo, na igreja, e mesmo fora dela, esperava que o Rev. Elizeu viesse a ser escolhido como o novo Pastor Titular da Catedral. Fazia 34 anos que ele era pastor ali, era o pastor de almas (e não só de ouvidos) que visitava os crentes, quando estavam doentes, que oficiava no funeral, quando faleciam, que fazia os casamentos, que batizava as crianças, que fazia a profissão de fé da maioria dos membros da igreja. No entanto, aparentemente usando como justificativa o fato de o Rev. Elizeu já ter 68 anos, e, portanto, vir a ser obrigado a renunciar o cargo, pela compulsória, em um ano e meio, quando fizesse 70 anos, ele foi deixado de lado, para a total decepção da maioria dos membros.

A injustiça do Conselho da Catedral está no fato de que, ainda que fosse por seis meses apenas, e não dezoito, o Rev. Elizeu, por tudo o que ele fez na Catedral, pelo amor que ele tinha (e tem) pela Igreja, pelo carinho que os membros tinham para com ele e nunca tiveram com o Rev. Valdinei (bastava olha a fila dos cumprimentos na porta da igreja no final dos cultos matinais), ele merecia ter sido escolhido Pastor Titular da Catedral. Mais do que uma honra para ele, seria uma honra para a Catedral ter o nome do Rev. Elizeu Rodrigues Cremm na nobre listagem de seus Pastores Titulares, ainda que ele só viesse a ocupar o cargo por um ano e meio, por força das circunstâncias. Mas esse um ano e meio seria somado aos 34 anos em que ele foi Pastor Auxiliar, com maiúsculas, na verdade, o Braço Direito, do Rev. Abival. Oxalá Deus desse a todo Pastor Titular da Catedral um Pastor Auxiliar como o Rev. Elizeu.

Conheço, sou colega, sou amigo, e até fui ovelha do Elizeu há 65 anos, desde Fevereiro de 1961, quando eu fui calouro no Instituto José Manuel da Conceição e ele já era veterano. Alguns dirão que escrevo esta nota mais por amizade do que por justiça. Mas é por justiça. A amizade não elimina a injustiça cometida pelo Conselho da Catedral, que só teria de esperar dezoito meses para eleger o Rev. Valdinei, se ainda quisesse fazê-lo, e, hoje, teria a honra de poder contar com o nome do Rev. Elizeu Rodrigues Cremm fazendo companhia aos nomes de Eduardo Carlos Pereira e Jorge Bertolazzo Stella, além do próprio Abival. O Rev. Alexander Latimer Blackford, que fundou a igreja, foi pastor dela apenas por um ano e pouco, entre 1865 e 1867. O reputado Rev. Modesto Perestrello Barros de Carvalhosa também foi pastor da igreja por pouco tempo, em 1887 e 1888.

É isso. Dizem que, quando a gente tem mais de 80 anos, pode dizer o que quiser que ninguém se ofende. Vamos testar essa regra da sabedoria popular.

Em Salto, 7 de Junho de 2026.

P.S. Daqui a 11 dias o Rev. Elizeu completará 84 anos bem vividos. Que esta notinha seja minha homenagem a ele, que, junto do Rev. Assir Pereira, são os meus dois maiores amigos, vivíssimos, graças a Deus, há mais tempo.

Eduardo CHAVES

Comunicado (Não-Oficial) de um Comunicado Oficial

Comunico a notícia abaixo depois de constatar que vários amigos meus, inclusive pastores da IPIB, desconheciam o fato, que, no entanto, desde 5.12.2021, se tornou público e notório, mas do qual eu próprio só tive conhecimento na última quarta-feira, 22.12.2021.

No domingo, 5.12.2021, na parte final do culto, depois sermão e da Santa Ceia, na Catedral Evangélica de São Paulo (Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo), o Rev. VALDINEI APARECIDO FERREIRA, Pastor Titular da Catedral, e há 20 anos parte da equipe pastoral da igreja, informou que, em 31.8.2021, havia comunicado ao Conselho da Igreja sua decisão de deixar o seu cargo na Catedral, por acreditar estar convicto de que seu ciclo nessa Igreja estava concluído. Esclareceu que sua decisão era irrevogável, declarando, porém, sua disposição e disponibilidade de continuar à frente da igreja enquanto se procede a escolha de um novo Pastor Titular e, escolhido este, pelo tempo necessário para efetivar uma transição tranquila.

Depois de ter dado essa informação à Igreja, o Rev. Valdinei passou a palavra ao Presbítero Prof. Ítalo Francisco Cúrcio, Vice-Presidente do Conselho da Igreja. O Prof. Cúrcio declarou que, diante da comunicação ao Conselho da decisão do Rev. Valdinei, que a todos surpreendeu, e diante do fato de que o Rev. Valdinei declarou que sua decisão era irrevogável e não estava aberta a discussão, o Conselho criou uma comissão para procurar e indicar um substituto para o Rev. Valdinei. Essa comissão trabalhou nos quatro meses seguintes, analisando perfis, entrevistando pessoas, e indicou ao Conselho, no final de Novembro, o nome do Rev. REGINALDO VON ZUBEN, um dos pastores auxiliares da Igreja, e Diretor, há vários anos, da Faculdade de Teologia de São Paulo da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (FATIPI), para ser o substituto do Rev. Valdinei como Pastor Titular da Catedral Evangélica de São Paulo.

Informou o Prof. Cúrcio ainda que o Conselho da Igreja acatou e aprovou a sugestão da Comissão e convidou o Rev. Reginaldo para ser o novo Pastor Titular da Igreja, a partir, efetivamente, de 1.1.2023, ficando o ano inteiro de 2022 como um ano de transição, em que o Rev. Valdinei continuaria como Pastor Titular, mas compartilharia suas funções com o Pastor Titular Indicado, a transição só se efetivando, por completo, a partir de 1.1.2023. Informou ainda o Prof. Cúrcio que o Rev. Reginaldo aceitou o convite e os termos em que ele foi formulado.

Em seguida, a palavra foi dada ao Rev. Reginaldo, que estava presente, na mesa principal, e este explicou que havia ficado surpreso com o convite, pela responsabilidade que o cargo implica, mas, depois de ter conversado com sua mulher, a psicóloga Sra. Camila Tanganelli, e com o Rev. Valdinei, e de ter orado bastante, decidiu aceitar o honroso convite.

Assim, estão sacramentados e divulgados os termos da transição que começou desde aquele momento e se efetivará definitiva e completamente em 1.1.2023. Em 31.12.2022, daqui um ano, o Rev. Valdinei, portanto, deixará de ser o Pastor Titular da Catedral. Desde sua fundação, em 1865, 156 anos atrás, até hoje, a Catedral Evangélica de São Paulo, que é a (Primeira) Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, e foi, de 1865 até 1903, a (Primeira) Igreja Presbiteriana de São Paulo, e a (Primeira) Igreja Evangélica da cidade, teve apenas 13 (treze) Pastores Titulares. O Rev. Reginaldo será o décimo quarto.

O pastorado mais longo foi o do Rev. Abival Pires da Silveira, antecessor do Rev. Valdinei: 37 anos. Espero que o pastorado do Rev. Reginaldo seja ainda mais longo.

Para mais informações sobre a Catedral, vide meu blog Catedral Evangélica de São Paulo, no endereço https://catedralonline.org/.

Quem quiser assistir no Youtube tudo que aqui foi resumido, e mais alguma coisa, poderá ver o vídeo completo do culto de 5.12.2021, no endereço https://www.youtube.com/watch?v=JuriODkPdL8&t=85s. A comunicação começa a partir de 1h22m45s do vídeo e vai basicamente até o seu final, durando cerca de 35 minutos.

Em Salto, 24 de Dezembro de 2021 (Véspera de Natal)

Eduardo Chaves
Autor e responsável exclusivo por este blog

Rev. Abival Pires da Silveira: Falecimento

Abival

É com profunda tristeza que comunico que o falecimento, hoje, 1. de Setembro de 2019, do Rev. ABIVAL PIRES DA SILVEIRA, Pastor Emérito da Catedral Evangélica de São Paulo. O Rev. Abival foi pastor daquela igreja de 1973 a 2009 — por 37 anos, portanto, até jubilar-se.

O velório está tendo lugar no templo da Primeira Igreja, na Rua Nestor Pestana, 136/152 – Consolação.

O Culto em Ação de Graças por sua vida será amanhã, dia 2/9/2019, às 12h30.

O enterro será será amanhã, dia 2/9/2019, às 15h, no Cemitério dos Protestantes, à Rua Sergipe, 177, no bairro da Consolação.

Segundo seu blog, o Rev. Abival Pires da Silveira nasceu em Bofete, estado de São Paulo, em 12/04/1939.

Completou 80 anos este ano, portanto.

Graduou-se na Faculdade Teológica de São Paulo e na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.

Fez pós-Graduação na Union Theological Seminary, Nova York, EUA.Foi professor de filosofia da Universidade Mackenzie.

Foi ordenado Pastor da IPI em 11/02/1962.

Foi pastor da Catedral Evangélica de São Paulo por 37 anos, de 1973 a 2009. Quando de sua jubilação, a Catedral o tornou Pastor Emérito da Igreja.

Foi Presidente do Supremo Concílio da IPI, Presidente da Aliança das Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina (AIPRAL ) e Vice-Presidente da Aliança Mundial das Igrejas Reformadas ( AMIR ).

Foi pastor da Catedral Evangélica de São Paulo por 36 anos, de 1973 a 2009. Quando de sua jubilação, a Catedral o tornou Pastor Emérito da Igreja.

https://revabivalpires.wordpress.com/sobre/

EM TEMPO:

Transcrevo excelente texto do Rev. Sérgio Francisco dos Santos, ao qual tive acesso por gentileza do meu amigo e colega Rev. Assir Pereira, a quem agradeço ter publicado o material:

“MODELO DE PASTOR E MESTRE

Neste primeiro dia de setembro de 2019, véspera do Dia do Pastor, senti-me órfão de Pastor e de Mestre. A verdade é que a Igreja no Brasil, na América Latina e no mundo, perde um líder do quilate do Reverendo Abival Pires da Silveira. Em razão disto, o sentimento de orfandade é coletivo e nos traz à memória a figura de um modelo de pastor e mestre que influenciou gerações. Um Pastor com P maiúsculo que em sua vida ministerial ocupou relevantes espaços no cenário eclesiástico nacional e internacional, denominacional e interdenominacional. Ao Pastor e Mestre exemplar que alargou horizontes com sua fé, seu entusiasmo de eloquente pregador e de profeta visionário, só nos resta um gesto de profundo respeito, gratidão e reconhecimento por tudo aquilo que ele foi e fez pela IPI do Brasil e pelo Presbiterianismo no mundo. Estamos de luto, mas cheios de esperança no Deus-Pai, Senhor dos vivos e dos mortos. Por isso, obrigado, mui querido Pastor. Seu trabalho não foi em vão. Você está gravado em nossa memória e em nossos corações para sempre!”

– Rev. Sérgio Francisco dos Santos.

Em São Paulo, 1 de Setembro de 2019.

George Whitehill Chamberlain

George Whitehill Chamberlain foi um missionário norte-americano, pioneiro na implantação do Presbiterianismo no Brasil.

O Rev. Chamberlain nasceu em Waterford, Pensilvânia, no dia 13 de agosto de 1839.

Formou-se no Seminário Teológico Union, em Nova York (1857-1859), onde trabalhou como professor.

Mudou-se para o Brasil por recomendação médica, chegando ao Rio de Janeiro em 21 de julho de 1862. Trouxe uma carta de recomendação para o reverendo Alexander Latimer Blackford, que já trabalhava como missionário no Brasil.

Esteve em São Paulo e no Rio Grande do Sul, visitando os campos missionários da Igreja Presbiteriana e trabalhando como professor de inglês.

Voltou ao Rio de Janeiro, em 23 de maio de 1864, para auxiliar o reverendo Ashbel Green Simonton no ministério junto à Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.

Foi ordenado pastor pelo Presbitério Rio de Janeiro, em 8 de julho de 1866.

Veio para São Paulo em 1867, tornando-se o segundo pastor da Igreja Presbiteriana de São Paulo, que é hoje a Catedral Evangélica de São Paulo, em substituição ao Rev. Alexander Latimer Blackford. Ali exerceu o pastorado por vinte anos: 1867 a 1887.

Em 1870, iniciou, em São Paulo, junto com sua esposa Mary Chamberlain, as aulas da Escola Americana, o embrião daquilo que viria a se tornar a Universidade Mackenzie.

Faleceu em 1902, em Salvador, vítima de câncer.

Transcrito e adaptado de:

http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Whitehill_Chamberlain

Compare-se o artigo “George Chamberlain: 100 Anos de Sua Morte”, do Rev. Alderi de Souza Matos, em:

Clique para acessar o mack_23_25.pdf

Veja-se também “Os Pioneiros Presbiterianos do Mackenzie, do Rev. Alderi de Souza Matos, em:

http://www.mackenzie.com.br/10248.html

Transcrito em 23 de Fevereiro de 2014

Alexander Latimer Blackford

O Rev. Alexander Latimer Blackford foi um missionário norte-americano pioneiro na implantação do Presbiterianismo no Brasil. Foi o missionário que organizou a igreja que é hoje a Catedral Evangélica de São Paulo, na capital paulista, em 5 de Março de 1865. Foi também seu primeiro pastor.

Nasceu em 9 de janeiro de 1829, em Martins Ferry, Ohio, filho de pais cristãos piedosos. Formou-se em teologia pelo Western Theological Seminary em 1859, sendo ordenado ministro presbiteriano em 20 de abril do mesmo ano.

Blackford decidiu servir como missionário no Brasil, trabalhando como auxiliar de outro jovem pastor, o Rev. Ashbel Green Simonton.

Chegou ao Brasil com sua esposa (Elizabeth Blackford, irmã de Simonton) em 25 de julho de 1860.

Nos primeiros anos, auxiliou Simonton na direção da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, além de viajar por São Paulo e Minas Gerais pregando o evangelho segundo a tradição reformada.

Em 5 de março de 1865, organizou a Igreja Presbiteriana de São Paulo, sendo o seu primeiro pastor.

Ainda neste período de implantação presbiteriana em território brasileiro, Blackford organizou a Igreja Presbiteriana de Brotas, em 13 de novembro de 1865, tornando-se a terceira Igreja Presbiteriana no Brasil.

Agora, com três igrejas, juntou-se a Simonton e ao Rev. George Chamberlain para organizar o Presbitério Rio de Janeiro, em 16 de dezembro daquele ano, sendo eleito o seu primeiro moderador.

A história de Blackford confunde-se com a do presbiterianismo brasileiro.

Organizou várias outras igrejas nos anos seguintes, foi o editor do jornal Imprensa Evangélica (primeiro periódico protestante da América Latina) e professor do “Seminário Primitivo” (primeiro seminário protestante da América Latina) entre os anos de 1867 e 1870.

Em 1875, foi ameaçado com base na Constituição do Brasil (que dizia ser o catolicismo a religião oficial); um dos seus crimes foi entregar “santos” para as crianças brincarem de boneca.

A partir de 1880, Blackford fixou residência em Salvador, Bahia, trabalhando na implantação do presbiterianismo naquela região. Isto não o impediu de continuar ativo na vida conciliar da Igreja, sendo eleito o primeiro moderador do Sínodo do Brasil, organizado em setembro de 1888 (tornando, assim, a Igreja brasileira autônoma em relação à norte-americana).

Em 10 de maio de 1890, enquanto gozava de férias com sua família em Atlanta, foi acometido de uma grave doença, vindo a falecer apenas quatro dias depois, em 14 de maio.

“As atas da missão dizem que, pouco antes de morrer, o Rev. Blackford cantou ‘hinos na língua dos brasileiros, o povo que ele amou entranhadamente, louvando seu Rei e Pai, a quem servira com firmeza e constância’.” (Matos, A. S., p. 37).

Transcrito e adaptado de:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_Latimer_Blackford

Transcrito em 23 de Fevereiro de 2014

Ashbel Green Simonton

Ashbel Green Simonton (1833-1867), o fundador da Igreja Presbiteriana no Brasil, nasceu em West Hanover, no sul da Pensilvânia, e passou a infância na fazenda da família, denominada Antigua. Eram seus pais o médico e político William Simonton e D. Martha Davis Snodgrass (1791-1862), filha de um pastor presbiteriano. Ashbel era o mais novo de nove irmãos. Os irmãos homens (William, John, James, Thomas e Ashbel) costumavam denominar-se os “quinque fratres” (cinco irmãos). Um deles, James Snodgrass Simonton, quatro anos mais velho que Ashbel, viveu por três anos no Brasil e foi professor na cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro. Uma das quatro irmãs, Elizabeth Wiggins Simonton (1822-1879), conhecida como Lille, veio a casar-se com o Rev. Alexander Latimer Blackford, vindo com ele para o Brasil.

Transcrito de:

http://www.ipb.org.br/sobre-a-ipb

Veja também “Simonton e Seus Companheiros”, do Rev. Alderi Souza de Matos, em:

http://www.mackenzie.com.br/7145.html

Transcrito em 23 de Fevereiro de 2014

O Presbiterianismo no Brasil: 1859

O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em West Hanover, na Pensilvânia, Simonton estudou no Colégio de Nova Jersey e inicialmente pensou em ser professor ou advogado. Influenciado por um reavivamento em 1855, fez a sua profissão de fé e, pouco depois, ingressou no Seminário de Princeton. Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua preferência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.

Transcrito de:

http://www.ipb.org.br/sobre-a-ipb/

Transcrito em 23 de Fevereiro de 2014

Pastores da Catedral Evangélica, desde a Fundação da Igreja

A Catedral Evangélica de São Paulo teve treze pastores nesses quase 150 anos de vida, a saber:

De 1865 a 1867 – Rev. Alexander Latimer Blackford [Missionário americano da PCUSA, fundador da igreja em 1865.]
De 1867 a 1887 – Rev. George Whitehill Chamberlain [Missionário americano da PCUSA, que deu continuidad.e ao trabalho.]
De 1887 a 1888 – Rev. Modesto Perestrello Barros de Carvalhosa [Primeiro pastor brasileiro da igreja.]
De 1888 a 1923 – Rev. Eduardo Carlos Pereira [Segundo pastorado mais longo até aqui: 35 anos. Em 1903, separação da IPB.]
De 1923 a 1924 – Rev. José Maurício Higgins
De 1925 a 1931 – Rev. Otoniel Mota
De 1931 a 1933 – Rev. Isaac Gonçalves do Valle
De 1933 a 1958 – Rev. Jorge Bertolaso Stella [Terceiro pastorado mais longo até aqui: 25 anos.]
De 1959 a 1962 – Rev. Aretino Pereira de Matos
De 1963 a 1971 – Rev. Daily Rezende França
De 1971 a 1973 – Rev. Sérgio Paulo Freddi
De 1973 a 2009 – Rev. Abival Pires da Silveira [Pastorado mais longo até aqui: 37 anos.]
De 1976 a 2009 – Rev. Elizeu Rodrigues Cremm (Pastor Auxiliar) [Pastorado auxiliar mais longo até aqui: 34 anos.]
De 2010 a 2021 – Rev. Valdinei Aparecido Ferreira
De 2021 a 2022 – Rev. Valdinei Aparecido Ferreira e Rev. Reginaldo von Zuben (Pastorado Conjunto)
De 2022 até o presente – Rev. Reginaldo von Zuben

Transcrito de:
http://www.catedralonline.com.br/150-anos/historia-da-ipib
[Essa página indicada acima aparentemente foi retirada do ar a partir da criação desta página em 2014].

Transcrito aqui em 23 de Fevereiro de 2014 /
Modificado em  2 de Setembro de 2019 /
Modificado em 7 de Junho de 2026.

Qualquer correção ou observação pode e deve ser comunicada a Eduardo Chaves, eduardo@chaves.space.

História da Catedral Evangélica

A Primeira Igreja Presbiteriana de São Paulo – hoje Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo – foi organizada em 5 de março de 1865. Enquanto dava seus primeiros passos, grandes fatos históricos aconteciam no Brasil: a abolição da escravatura, a proclamação da República, a chegada em massa dos imigrantes europeus. Em meados do século 19, São Paulo era uma aldeia rústica com 20 mil habitantes; em 1900, a cidade tinha 240 mil habitantes, e surgiam as primeiras grandes indústrias brasileiras, no ramo das tecelagens.

Foi neste cenário que chegaram ao Brasil os missionários norte-americanos Rev. Ashbel Green Simonton, seu cunhado Rev. Alexander L. Blackford – fundador da Primeira Igreja Presbiteriana de São Paulo e da Igreja de Brotas -, Rev. Francis J. C. Schneider e Rev. George W. Chamberlain.

Em setembro de 1888 foi organizado o Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, que se tornou assim autônoma, desligando-se das igrejas-mães norte-americanas. O Sínodo compunha-se de três presbitérios (Rio de Janeiro, Campinas-Oeste de Minas e Pernambuco) e tinha 20 missionários, 12 pastores nacionais e cerca de 60 igrejas. O primeiro moderador foi o Rev. Blackford. O Sínodo criou o Seminário Presbiteriano, elegeu seus dois primeiros professores e dividiu o Presbitério de Campinas e Oeste de Minas em dois: São Paulo e Minas.

A Primeira Igreja foi o berço da Universidade Mackenzie, da Associação Cristã de Moços (ACM), do Hospital Samaritano, da Associação Evangélica Beneficente (AEB), do Seminário Teológico de São Paulo e da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, criada em 31 de julho de 1903 sob a liderança do Rev. Eduardo Carlos Pereira.

Com quase 150 anos de história, a Primeira Igreja Presbiteriana de São Paulo foi atuante na implantação e na consolidação das igrejas de Brotas, Borda da Mata, Bragança, Sorocaba, Lorena e Campinas, todas no interior do Estado de São Paulo. Foi a principal mantenedora das Missões Nacionais auxiliando, missionariamente, as Igrejas de Faxina, Cabo Verde, Fortaleza e Espírito Santo do Pinhal. E, em São Paulo, a Segunda Igreja e a Igreja Filadelfia, hoje Igreja Unida da Rua Helvetia. Gerou e canalizou recursos substanciais para a construção do primeiro Seminário à Rua Maranhão em Higienópolis; do Hospital Samaritano e mais tarde do Seminário Independente da Rua Visconde de Ouro Preto na Consolação.

Transcrito de:

http://www.catedralonline.com.br/150-anos/historia-da-ipib [Aparentemente essa página foi retirada depois da criação desta página.]

Transcrito em 23 de Fevereiro de 2014 / Modificado em 2 de Setembro de 2019

Este Blog

Este blog é minha modesta homenagem à celebração dos 150 anos da Catedral Evangélica de São Paulo.

Organizada na capital do Estado de São Paulo em 5 de Março de 1865, aquela que hoje é chamada de Catedral Evangélica de São Paulo era, na época, a primeira Igreja Presbiteriana do Estado de São Paulo (e a segunda Igreja Presbiteriana no Brasil, atrás apenas daquela organizada em 1862 no Rio de Janeiro, então capital da República).

Com a criação de novas igrejas presbiterianas na capital de São Paulo, o “primeira” se incorporou ao nome da igreja, que passou a se chamar Primeira Igreja Presbiteriana de São Paulo.

Em 31 de Julho de 1903, quando já havia várias igrejas presbiterianas no Brasil e no Estado de São Paulo, um movimento liderado pela Primeira Igreja acabou por dividir o  Presbiterianismo no Brasil. A Primeira Igreja de São Paulo, com a divisão, passou a se chamar Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo — porque várias outras igrejas presbiterianas do estado e do país a acompanharam. Assim, a divisão deu origem a uma nova denominação.

Oportunamente, bem mais recentemente, a Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo passou a ser chamada de Catedral Evangélica de São Paulo.

Ela está hoje situada na Rua Nestor Pestana, 136-152, bem no coração da cidade de São Paulo: ao lado da Praça Roosevelt, a poucas quadras da Praça da República, e a duas quadras da Biblioteca Pública Mario de Andreade

A Catedral Evangélica representa, portanto, a História do Presbiterianismo no estado.

Este blog está sendo lançado a poucos dias do dia 5 de Março de 2014, em que a Catedral Evangélica completará 149 anos de existência.

Durante um ano até a celebração do Sesquicentenário da Catedral, em 5 de Março de 2015, este blog estará apresentando retratos dessa igreja pioneira do Presbiterianismo paulista e brasileiro. Retratos não só no sentido fotográfico, mas também no sentido narrativo.

Os posts serão escritos por mim ou aproveitados de material que a própria igreja está desenvolvendo, em cujo caso o devido crédito será dado.

Abaixo, uma lista das dez primeiras igrejas presbiterianas do Brasil.

Data

Igreja

Organizadores

12-01-1862 Rio de Janeiro (RJ) Ashbel Simonton, Francis Schneider
05-03-1865 São Paulo (SP) Alexander Blackford
13-11-1865 Brotas (SP) Alexander Blackford, José M. Conceição
17-05-1868 Lorena (SP) Alexander Blackford
23-05-1869 Borda da Mata (MG) Robert Lenington, E. N. Pires
01-09-1869 Sorocaba (SP) Alexander Blackford
26-06-1870 Santa Bárbara d’Oeste (SP) J. R. Baird, W. C. Emerson
10-07-1870 Campinas (SP) George N. Morton, Edward Lane
19-03-1872 Petrópolis (RJ) Alexander Blackford, J. F. Dagama
21-04-1872 Salvador (BA) Francis J. C. Schneider

Como se pode ver, Alexander Latimer Blackford, que foi o organizador e primeiro pastor da Igreja Presbiteriana de São Paulo, esparramou igrejas presbiterianas pelo estado (e fora dele). Das dez primeiras igrejas presbiterianas organizadas no Brasil, seis estavam no estado de São Paulo.

Quanto ao blog, é importante ressaltar que ele é iniciativa pessoal minha e não é um site oficial da Catedral Evangélica de São Paulo (que nem sequer foi consultada sobre sua criação). 

Isso dito, é útil esclarecer que é possível aceder a este blog através de mais de um endereço:

http://catedralonline.com/
http://catedralonline.co/
https://catedralonline.wordpress.com/

Se, no entanto, você está procurando o site OFICIAL da Catedral Evangélica, visite:

http://catedralonline.com.br/

Para um site da Catedral Evangélica no Facebook (não é claro se é oficial ou não), visite:

http://www.facebook.com/catedralevangelicasp

Eduardo Chaves
eduardo@chaves.co